Mulher morre de raiva após ser mordida por sagui no interior de PernambucoÚltima atualização 16 maio, 2025

Pernambuco registra primeira morte por raiva humana após oito anos
O estado de Pernambuco voltou a registrar um caso de morte por raiva humana depois de oito anos sem ocorrências da doença. A vítima foi uma mulher de 56 anos, moradora da cidade de Santa Maria do Cambucá, no Agreste pernambucano. O caso acendeu um alerta entre autoridades de saúde devido à gravidade da enfermidade, considerada quase sempre fatal após o aparecimento dos sintomas.

Tudo começou após a mulher ser mordida por um sagui, pequeno primata silvestre bastante comum em algumas regiões do Nordeste. Inicialmente, o ferimento não despertou grande preocupação, já que muitas pessoas ainda acreditam que esses animais oferecem pouco risco. No entanto, exames posteriores confirmaram que o sagui estava contaminado com o vírus da raiva.

Animal silvestre teria fugido de queimadas antes do ataque
Segundo informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde, o animal apareceu na área urbana possivelmente após fugir de queimadas que atingiram regiões de mata próximas ao município. Especialistas alertam que o avanço das queimadas e o desmatamento aumentam o contato entre humanos e animais silvestres, elevando também o risco de transmissão de doenças graves.

Após a mordida, a mulher começou a apresentar sintomas compatíveis com a raiva humana, como febre, mal-estar e alterações neurológicas. Ela chegou a receber atendimento médico, mas infelizmente não resistiu às complicações causadas pelo vírus.

Doença é considerada extremamente letal
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central e pode ser transmitida por meio da saliva de animais infectados, geralmente através de mordidas ou arranhões. Quando os sintomas aparecem, as chances de sobrevivência são extremamente baixas.

Autoridades de saúde reforçam que qualquer contato com animais silvestres deve ser tratado com atenção. Em casos de mordida, é fundamental lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível para avaliação e aplicação da vacina antirrábica, quando necessária.

O caso causou grande repercussão na cidade e reacendeu debates sobre prevenção, vacinação e os impactos ambientais que aproximam animais silvestres das áreas urbanas.